novembro 23, 2008

Estranho Soldado

O teto branco que eu fitava não dizia mais que aqueles olhos, reproduzidos sobre ele por tanto imaginá-los. Foram eles que permaneceram em minha mente, esta que não parava de raciocinar sobre os últimos momentos que eu havia vivido.
Quão idiota fui mediante tanta previsibilidade. Fora perfeito demais e essas circunstâncias me dão medo. Outra vez, disseram-me que, quando a felicidade muito te envolve, estão te preparando para alguma decepção.
Eu ainda estava despido, deitado em minha cama, quando a primeira lágrima rasgou minha face. Fora somente uma, mas o silêncio, após a turbulência, demonstra passividade, inexpressão, ausência de vida, e — acreditem no que lhes digo — é o que mais dói.
Não havia motivação, nem por que levantar-me. Eu já não pensava com natural discernimento, apenas buscava estático e estarrecido uma solução — ou, melhor dizendo —, uma explicação para aquilo tudo que se antecedia ao que estava vivenciando.
Não foi necessário, mais uma vez, uma coisa na qual coloquei minha certeza é que, as notícias ruins correm, e, na maioria das vezes, batem à sua porta.
(ps: isso também é um trecho. Não um pensamento filosófico)

6 comentários:

Igo Araujo disse...

desabafe cara, desabafe. chore e tome fôlego. nao querendo te desanimar nem dizer o óbvio: decepções são uma das poucas certezas da vida!

flws
abraçaum!

Diego disse...

Isso faz parte da vida....quem nunca passou por isso?


Abraços...

Flá Romani disse...

Triste.... mas acredita que já passei por isso também.... e não foi só uma vez. Faz parte

DuDu Magalhães disse...

COm o tempo acostumamos com essas coisas, e todos passam por ela

João Luis Garcia Martins disse...

Praticamente todos passam por desilusões e aquele conhecido jargão se aplica perfeitamente "O tempo cura"

Abraço

Cássia disse...

Interessante. Sempre que ficamos felizes a dor seguinte parece maior. Caímos num abismo onde o suspiro alegre nos deixava cego, tão ambiciosos por querer sorrir sempre.Muito bem escrito; adoro metaforas que se tornam visiveis na imaginação